[Resenha] A Garota no Trem – Paula Hawkins

Capa a garota no trem

Livro: A Garota no Trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Intrínseca
Páginas: 378
Estrelas: 4/5

Sinopse:

Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor.

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

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Resenha – O Último Homem do Mundo (Taís Cortez)

capaLivro: O Último Homem do Mundo
Autor:  Taís Cortez
Editora: LER Editora
Páginas: 223
Estrelas: 4/5

Sinopse:

Amanda é uma garota rebelde e problemática. Filha de Patrícia Oliveira, uma atriz mundialmente famosa, ela se ressente do comportamento da mãe, que trabalha demais e dedica seu pouco tempo livre para namorar. Depois de ser expulsa dos três últimos colégios, Amanda é matriculada contra sua vontade no Educação de Elite, o colégio interno mais renomado do país, onde apenas os filhos da elite nacional estudam. Determinada a conseguir mais uma expulsão, ela é capaz das maiores loucuras, mas seus planos acabam sendo frustrados por suas colegas de quarto, por uma inspetora intrometida e um diretor paciente. Lá ela também conhece Ricardo, o garoto mais popular e mulherengo do colégio. A atração entre eles é imediata, mas isso não impede que se odeiem ferozmente e que façam de tudo para prejudicar um ao outro. No entanto, o destino os forçará a unirem forças por um bem maior, e Amanda perceberá que, às vezes, o último homem do mundo de sua consciência pode ser justamente aquele que seu coração decide escolher.

Resenha:

As primeiras páginas de um livro normalmente definem a leitura, isso acontece de vários aspectos, pelo menos comigo, com esse livro a narrativa me cativou desde o início, o que foi e é crucial para que eu consiga terminar um livro, pois bem, O último homem do mundo possui uma narrativa leve, simples e prazerosa de ser lida, as páginas fluem rapidamente sem que você se dê conta de que o tempo está passando.

A abordagem inicial, da garota rebelde, me parecia, de inicio, que se tornaria um livro clichê, a garota com problemas familiares superficiais que faz de tudo para chamar atenção dos pais, mas, e eu adoro dizer isso: mas… fui totalmente surpreendida, temos muitas coisas diferentes no livro, como: romance adolescente (para quem gosta), problemas familiares, problemas sociais, identificação do seu papel como individuo dentro da sociedade, poder da amizade e a força de uma conversa franca.

Todos os temas são abordados de forma natural na narrativa, nada parece ter sido jogado dentro da história, até mesmo o final, que te deixa com gostinho de quero mais, só que tudo na medida certa.

Pra mim, uma boa história tem que saber dosar as coisas, não pode ser igual novela que só conta tudo no último capítulo, mas também não pode contar tudo de uma vez, os fatos tem que fluir, acontecer, de norma natural.

A Taís conseguiu me encantar de verdade com esse livro, a escrita é maravilhosa, o tema, os personagens e a critica social, mesmo que eu quisesse mais da parte social, entendo que nesse livro não faria sentido, mas de qualquer forma foi incrível ler que ela conseguiu dentro de um romance colocar algo que nos faça pensar no próximo, analisar nossas vidas e os reais problemas que vivemos.

Estive com um “bloqueio” quanto a resenhas, perdi a conta de quando postei a última aqui no blog, mas terminei o livro a pouco, e senti uma vontade imensa de falar o que eu achei, porque quando a gente gosta de verdade de algo, quer que todo mundo saiba, independente do que seja, é sempre assim.

Não sou louca por romances adolescentes, mas esse com toda certeza do mundo esse tem seu lugar especial no meu coração.

“… – Pessoas comuns falam sobre pessoas. Pessoas extraordinárias discutem ideias. Pessoas comuns pensam em si mesmas.  Pessoas extraordinárias querem mudar o mundo. Pessoas comuns se cansam quando os obstáculos aparecem. Pessoas extraordinárias encontram forças quando todos já desistiram…”

Sobre a Edição:

Gostei muito da edição, principalmente a diagramação que é P E R F E I T A nenhum pouco cansativa, a capa é bonita e as folhas são muito boas, vale a pena. 

[Resenha] Crônicas de Silbery – O Segredo do Bosque

Bom dia pessoal.

Hoje é o segundo dia de campanha sobre as obras da Pri. Para quem acompanha o blog não é novidade que eu já li e fiz resenha do livro Crônicas de Silbery , mas como nem todo mundo já leu, hoje eu resolvi repostar essa resenha.

Basta clicar no link abaixo para ser direcionado ao link original, espero muito que vocês gostem da resenha e que ela os faça ter mais vontade ainda de ler esse livro maravilhoso.

Fonte: Resenha – Crônicas de Silbery – O Segredo do Bosque


Beijinho

Resenha – De Coração para Coração (Lurlene McDaniel)

capa de coração para coraçãoLivro: De Coração Para Coração
Autor:  Lurlene McDaniel
Editora: Novo Conceito
Páginas: 207
Estrelas: 4/5

Sinopse:

Elowyn e Kassey são grandes amigas, que dividem tudo. Mas uma coisa Elowyn não contou para Kassey: ao tirar a carteira de motorista, ela marcou a opção “doadora de órgãos”. Kassey descobre esse detalhe da vida da amiga da maneira mais trágica – quando o desejo de Elowyn está prestes a ser atendido.
Arabeth nunca teve a sorte de ter uma melhor amiga. Com o coração doente, ela leva uma vida protegida de tudo e de todos. Até que, aos 16 anos, recebe o telefonema que tanto esperava — mas inicialmente ela e sua mãe não sabem a quem devem agradecer. Quando os mundos dessas três meninas e de suas famílias se cruzam, suas vidas se transformam de maneira nunca imaginada. Kassey, especialmente, encara os fatos como uma forma de manter viva a memória de sua querida amiga. Ela passa a compartilhar da nova vida de Arabeth, ao mesmo tempo em que ajuda a aliviar o sofrimento da família de Elowyn e a compreender a sua própria dor.

Resenha:

Elowyn e Kassey são grandes amigas, do tipo, inseparáveis, elas se conheceram de maneira diferente, dentro de um hospital, e esse encontro mudou para sempre a vida das duas, pois desse momento em diante, tornaram-se melhores amigas.

No Ensino Médio Elowyn começa a namorar e Kassey se sente um pouco abandonada pela amiga, principalmente porque Elowyn e Wyatt definem o típico casal apaixonado, que hora estão se amando loucamente, hora brigando como se não suportassem um ao outro, ou seja, um casal adolescente, típico.

Kassey ficava no meio de toda essa confusão de sentimentos e mesmo se sentindo largada, ajudava com bons conselhos e torcia para que os dois ficassem bem, até que um dia Elowyn encontra seu namorado ao lado de fora do cinema com outra garota, faz um escândalo e não ouve explicação alguma, apenas sai do local chorando muito e vai dirigir seu carro para tentar pensar sobre o que acabou de ver, ela liga para Kassey conta tudo e esse se torna o último momento em que elas conseguiram se falar.

A vida de muitas pessoas muda desse momento em diante, o livro nos leva por diversos caminhos entre tristeza, amor, ternura, compaixão, angustia, enfim, sentimentos humanos que muitas vezes pensamos que somente os adultos podem sentir, como a dor da perda, e infelizmente não são bem assim.

Paralela a história de Elowyn a narrativa nos levará até o mundo de Arabeth, uma adolescente que precisa com urgência de um transplante de coração. Ela e a mãe moram em uma pousada, seu pai morreu, vítima da guerra, e mesmo sem amigos ela ainda mantem a esperança de um dia poder ter uma vida normal, ser feliz e poder ter amigos de verdade.

A vida desses personagens será interligada de uma maneira muito forte e ao mesmo tempo linda, como eu disse, muitas vezes pensamos que somente adultos passam por determinados momentos ou situações, mas a verdade é que a dor, doenças e perca não escolhe a idade da pessoa, simplesmente vivemos, e cada pessoa passa por aquilo que tem que passar, independente se já viveu o suficiente (segundo a nossa percepção) ou não.

A autora nos faz viajar dentro desse mundo de perca e renascimento, alguns morrem, outros vivem, muito se aprende e a vida segue, muitas vezes não é fácil, mas tudo tem um propósito de existir.

Não consegui chorar com esse livro, mas segurei muito, pois é sempre difícil ler sobre temas fortes, eles mexem com os nossos sentimentos e muitas vezes por situações das quais vivemos. Esse livro eu comprei em uma promoção e nunca tinha ouvido falar sobre ele ou sobre a autora, mas foi uma surpresa muito boa, e acho que se as pessoas soubessem mais sobre ele, estaria entre os mais vendidos, com certeza.

Narrativa incrível, estrutura de personagens muito boas, amarração das histórias de forma perfeita e conteúdo inquestionável.

Sobre a Edição:

Capa simples, porém muito bonita, com relevo nos coração o que dá um charme na edição, folhas ótimas, mas o melhor de tudo é a diagramação perfeita do livro e revisão muito boa.

Resenha – Eclipse da Lua Azul – Mundo Humano (Débora Knittel & Érica Falcão)

Capa_LivroLivro: Eclipse da Lua Azul – Mundo Humano
Autor: Débora Knittel & Érica Falcão
Editora: Solisluna
Páginas: 220
Estrelas: 3,5/5

Sinopse:

“Três Mundos…Duas Amigas… Uma Jornada.

Após a morte de sua esposa, o arqueólogo John Crane, especialista em história das antigas civilizações, decide mudar-se com sua filha Holly para o Rio de Janeiro, perto dos amigos Dr. Ramos, Dra. Rita e sua filha Maiara. Holy, embora acolhida pela família de Maiara, vive um sentimento de tristeza e saudade de seu pai, sempre em expedições pelo mundo.
Antes de completar dezoito anos, Holly recebe um artefato e tentará desvendar os mistérios sobre o desaparecimento de seu pai, as visões de Maiara e o crescente desequilíbrio da natureza.
Nesta aventura, as amigas Holly e Maiara conhecem Celino e Kami, seres de outros mundos, iniciando uma jornada na qual os sentimentos e os dons serão despertados e os valores fundamentais da humanidade, colocados à prova.
O final desta jornada é imprevisível. Escolhas determinarão o destino do planeta, para que não fique sob o domínio dos seres das trevas. A Terra poderá ter mais uma chance?”

Opinião:

Fantasia nacional? Sim!!!!!! E de ótima qualidade.

Esse deve ser o segundo livro de fantasia nacional que eu leio, que envolve um mundo paralelo que se mistura com o nosso, e como sempre, eu adoro, é um gênero que me atrai muito, consigo viajar absolutamente na história.

Holly a protagonista do livro é muito decidida do que quer, um pouco egoísta, e eu diria que mandona, apesar da ausência do pai, ela tem sorte de se integrar tão bem na família de Maiara, e elas se tornam amigas inseparáveis desde o primeiro dia juntas.

Holly e seu pai combinam uma viagem juntos, da qual ela não aguenta de tanta ansiedade, por isso, vai até o escritório onde ele trabalha para, acertarem os últimos detalhes, mas infelizmente ela fica surpresa quando o pai diz que não poderão fazer aquela viagem, ele precisa resolver algumas coisas. Ela fica muito brava e frustrada e briga muito com ele, nesta cena conseguimos identificar muito de sua personalidade e criar vínculos sentimentais com ela, pois entramos de cabeça na dor que ela sente como fica triste se sentindo abandonada pelo pai.

Com dor no coração o pai lhe entrega um colar, que nunca tira do pescoço, usa como se fosse um amuleto da sorte, e quer que ela o guarde com ela, transferindo à ela a proteção que ele acredita possuir aquele colar.

O amuleto é o ponto central do desenvolvimento da narrativa, então quando Holly o leva para casa, coisas estranhas e misteriosas começam a acontecer, toda a trama do livro surgirá deste momento em dia (quero falar mais, mas não posso dar spoiler).

À partir daí eu tive que me segurar, o livro é totalmente novo, é uma história original, onde somos conduzidos no meio de seres fantásticos, que vivem no RJ, com poderes e tudo que mais que a fantasia nos permite.

Você consegue imaginar um mundo fantástico em pleno RJ? Eu também não, mas a Débora e a Érica sim, e além de construir um mundo paralelo em plena cidade maravilhosa, elas nos apresentam personagens bem estruturados, cenários incríveis e uma verdadeira volta ao mundo, onde todos os pontos do livro se encaixam.

O livro possui pouco mais de 200 páginas e a leitura flui de maneira gostosa e rápida, quando percebemos o livro está acabando e você só consegue desejar mais e mais.

Eu amo literatura fantástica, entretanto meu cérebro precisa de tempo, ou seja, muita descrição e acontecimentos mais lentos para que ele processe bem o ambiente, imagine os seres fantásticos, suas características e claro, faça de alguma forma, sentido dentro da minha cabeça.  Em Eclipse da Lua Azul, as cenas voam, sério, muitas vezes eu tive que reler os acontecimentos para dar tempo ao meu cérebro de processar tanta coisa inusitada e nova.

Essa é uma limitação minha, que pode não ter o menor sentido pra você que estiver lendo essa resenha, mas enfim, infelizmente aconteceu isso comigo.

Gosto de livros objetivos que não demorem 200 páginas para desvendar um simples mistério, mas neste caso em específico, eu gostaria muito que o livro tivesse 400 páginas para que as autoras tivessem explorado mais os cenários, os diálogos, as cenas de ação, enfim…

É um livro muito bom, que eu recomendo demais que você compre, pois certamente ficará encantado (a) e desejará, assim como eu, uma continuação com 500 páginas, e quem sabe, um lindo romance repleto de intrigas, cenas de ação e muitaaa fantasia.

Sobre a Edição:

Eu adicionei esse “tópico” as minhas resenhas por causa do Livro Eclipse da Lua Azul, sim!!!! À partir de agora comentarei a edição dos livros nas resenhas, pois eu não iria me aguentar se não falasse sobre essa edição em específico.

Primeiro a capa possui 2 cores, azul e preto, cada orelha é de uma cor *.*, eu nunca vi isso em outro livro, é simples, mas é tão legal, e novo e lindo ♥.

A textura do livro é PERFEITA, a capa é lisa com um pouco de relevo nas letras, algo bem sutil, mas você consegue pelo toque, perceber que é um papel muito bom, material de primeira qualidade, as páginas mantém o mesmo padrão, não sei o tipo de papel, mas é muito bom, textura incrível, e a diagramação? Sem comentários, perfeição em formato de livro.

Pra mim, a qualidade do livro completa a leitura, e eu parabenizo as editoras que fazem trabalhos lindos assim, como a Solisluna fez com o livro das queridas Débora e Érica.