Resenha – Fascínio (Tânia Lopes)

fascinioLivro: Fascínio
Autor: Tânia Lopes
Editora: TodaLetra
Páginas: 127
Estrelas: 3,5/5

Sinopse:

Fascínio – A obra conta a história de Júlia, uma jovem mimada que está revoltada com o pai, um empresário com negócios em decadência. Num momento de crise, ela entra no escritório da empresa pronta para mais uma discussão. É neste instante que descobre que o patriarca tem um sócio: Nathan. Júlia sofreu forte impacto ao vê-lo, um homem charmoso, de personalidade forte, que exalava determinação, comando e poder. E o que ela não imaginava era que este homem iria revolucionar sua vida, arrastando-a em uma avalanche de emoções. “Fascínio” é um livro adulto que encantará, principalmente, as mulheres.

Facinio 1

Opinião:

Julia é uma jovem mimada e muito revoltada com o pai, está a todo momento em pé de guerra com ele e faz, sempre, todo o possível para não tornar fácil a convivência dos dois, um dia vai até o escritório do pai em um supermercado e entra falando alto, toda cheia de autoridade, quando se da conta de que o pai está acompanhado, e para sua surpresa é Nathan, um cara muito bonito, charmoso e poderoso, que a deixa, por alguns instantes, paralisada.

Quando sai da sala de seu pai é surpreendida por um segurança que começa a arrasta-la a uma pequena sala, da qual nunca tinha reparado que existia, lá ela se depara com o deslumbrante Nathan, que começa a lhe dar uma super lição de moral e os dois começam a debater, até que, a proximidade entre os dois não deixa duvida quando ao desejo de ambos que é extremamente grande e se entregam a um beijo muito envolvente.

Mesmo com tamanha diferença entre os dois fica claro que não foi apenas um desejo carnal, começa a surgir uma paixão muito forte entre eles, mas os dois tentam esconder isso de todos e principalmente deles mesmos.

Por mais que seja um livro “erótico” e essas descrições de sexo tão repentinas me deixem um pouco “assustada”, eu achei o livro muito bom, pois o erotismo acaba ai, após esse momento começamos a conhecer uma história muito bem elaborada e escrita.

Vamos conhecer, Henrique, Thiago, Eduardo, Renata, Vivian… e muitos outros personagens, cada um com sua peculiaridade e características próprias, o que dá ao livro uma narrativa muito bem amarrada e envolvente.

Nathan, eu confesso, parece ser um homem muito envolvente, mas muitas vezes eu me via brava pela forma como ele se comportava, sempre sendo muito MACHO ALFA, pra mim, isso muitas vezes, passava dos limites e ultrapassava qualquer limite de machismo aceitável, mas, não posso negar que ele estava sempre protegendo Julia, sendo um homem que muitas mulheres querem.

São apenas 127 páginas para tantos acontecimentos, e o clímax do livro não é, pra mim, o romance e sim a trama que se desenrola ao decorrer do livro, gostaria de falar o que acontece, mas seria muito spoiler para um livro tão pequeno.

Leitura rápida, gostosa e envolvente. Encontramos de tudo um pouco nesse livro. Tânia arrasou na escrita, PERFEITA!

Fascinio 2

Sobre a Edição:

É uma edição bem simples, tanto pela capa, folha, diagramação, etc, mas gostaria de parabenizar a revisão do livro que foi muito boa, não encontrei erro algum, muito legal isso e mesmo a capa sendo bem simples, gostei, é bem misteriosa.

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Entrevista – Angélica Pina (Quilômetros de Saudade)

Oi Pessoal, tudo bem?

Nossa entrevista de hoje é com a querida Angélica Pina, autora do livro Quilômetros de Saudade (Resenha – Link) .

O lançamento do livro é pela editora Giostri.

5Apaixonada pela língua portuguesa e pelas palavras desde criança, leitora voraz, é publicitária por formação, graduada pela PUC-MG.

Natural de Belo Horizonte – MG, em 2011 a autora optou por dedicar-se exclusivamente à maternidade.

Em 2013, ainda em casa com o filho, passou a fazer resenhas para um site literário, o que lhe rendeu vários incentivos para que escrevesse seu próprio livro.

Quilômetros de saudade é o seu primeiro romance, publicado pela Giostri Editora.


1) Angélica, como surgiu a inspiração para escrever esse livro maravilhoso?

Obrigadaaaa pelo “maravilhoso”, fico toda boba! Então, na verdade, quando comecei a escrever não fazia ideia de quais rumos a história ia tomar, foi acontecendo à medida que fui escrevendo. Durante o processo, tudo serve de inspiração! Uma conversa que escuto, um caso que alguém já me contou, uma situação que eu mesma vivi… na hora do banho, dirigindo, o tempo todo ideias vão surgindo.

 

2) Com tão poucas páginas, mas uma história com personagens bem estruturados, como você fez para desenvolvê-los?
Uma das primeiras coisas que fiz foi “traçar” como seria o perfil de cada personagem, com a idade, o tipo físico, características marcantes da personalidade, essas coisas. Trabalhava o tempo todo com duas páginas abertas, a da história e a que tinha os detalhes que não podia esquecer.

 

3) Você possui algum método/ ritual para escrever?
Acredita que não? Como tenho um filho de 3 anos (na época que escrevi Quilômetros de saudade ele estava com 2), acabei me acostumando a ler e a escrever com barulho/bagunça. hahahaha…  Para não dizer que não tenho minhas manias, cito algumas coisas que sempre faço: consultar o tempo todo um dicionário de sinônimos para não repetir palavras, conferir sempre um calendário para a história ficar bem linear e ir anotando na página de “detalhes” que citei na pergunta 2 as ideias que surgem e que virão posteriormente na história.

 

4) Como foi o processo de lançamento do livro? Foi fácil conseguir uma editora que acreditasse no potencial do seu livro?
Para autores desconhecidos, nunca é fácil! Pesquisei durante bastante tempo como era o processo de buscar uma editora e fiz uma lista de todas que podia contatar. Mandei e-mail para várias perguntando se estavam recebendo originais e muitas sequer responderam. Outras, pela sinopse já responderam com um “não”. Quando entrei em contato com a minha editora, enviei as 20 primeiras páginas do livro, conforme orientação que consta no site deles. No dia seguinte recebi a resposta de que era para enviar a obra completa. Quinze dias depois recebi e-mail do meu editor propondo que fechássemos contrato. Conclusão: não pensei duas vezes!!!

 

5) Ser escritora sempre foi um sonho?
Talvez sempre tenha sido um dos meus sonhos! hahaha… Já quis ser tanta coisa! Quis ser atleta profissional, fiz natação, vôlei, futebol, tae kwon do e a cada esporte pensava que tinha encontrado aquilo que queria fazer para sempre. Quis ser atriz, fiz curso de teatro por dois anos e adorei, mas acabei desistindo. Fiz faculdade de Publicidade e propaganda e sonhei em trabalhar em uma grande agência, mas ainda não rolou. Pelo menos o sonho de ser escritora se realizou e atualmente tudo que mais quero da vida é seguir por esse caminho!

 

6) Hoje em dia com seu livro lançado, várias pessoas conhecendo o romance da Dani e do Fê, como é ter toda essa aceitação dos leitores?
Apenas dois meses se passaram do lançamento e muita gente ainda não conhece o livro, mas receber o retorno de quem já leu e curtiu faz meus dias muito mais felizes e coloridos! Simplesmente AMO receber mensagens de leitores dando a opinião sobre a história! Principalmente, porque tenho recebido muitos feedbacks positivos! hehehe… Não tem coisa mais gratificante do que saber que alguém se identificou com algum personagem, aprendeu algo ou pelo menos se divertiu durante a leitura!  

 

7) Os personagens do livro são inspirados na sua vida? Seus amigos? Ou pessoas a sua volta?
Sim, um pouco de cada. A protagonista, por exemplo, tem o gosto musical parecido com o meu, temos o mesmo filme favorito e algumas expressões que ela fala são bem minhas. Inclusive algumas amigas que me conhecem bem disseram que enquanto liam “ouviam” minha voz nas falas da Dani. hahaha… Assim como com os outros personagens, fui pegando um pouquinho das pessoas que conheço e emprestando a eles.

 

8) Quais suas inspirações literárias nacionais e internacionais?
Não que tenham exatamente o mesmo estilo que escrevo, mas duas autoras que são do tipo “quando eu crescer quero escrever como elas”:  Carina Rissi (nacional) e Sophie Kinsella (internacional).

 

9) Atualmente como é o processo de divulgação do seu livro?
Esse é definitivamente o maior trabalho. Escrever um livro não é tão difícil como divulgá-lo. As redes sociais são, sem dúvida, o principal foco. Grupos de leitores no Facebook, Instagram, Twitter, tenho tentado contar em todo lugar sobre Quilômetros de saudade. Os blogs literários são grandes parceiros e têm papel fundamental no processo. Enfim, ainda estou no início e não medirei esforços nessa divulgação!

 

10) Quais problemas o autor nacional tem que enfrentar até de fato começar a ver os frutos do seu trabalho?
Parece coisa de antigamente, mas ainda existem muitos leitores que têm preconceito com relação a livros nacionais e autores contemporâneos. Infelizmente, o preço também é algo que incomoda muita gente, que acha caro pagar trinta reais em um livro. Há também aqueles que não enxergam o “ser escritor” como uma profissão e sim como um hobby – tudo bem que geralmente quem trabalha com isso é porque ama o que faz, mas isso não quer dizer que quando estamos escrevendo não estamos trabalhando. São vários problemas, mas qual profissão não tem suas dificuldades?

 

11) Podemos esperar mais livros perfeitos em breve?
Mais uma pergunta que me arrancou um sorriso e me fez ficar bobona: do fundo do coração, prometo me esforçar para que sejam perfeitos! Quanto ao “em breve”… bem, se dependesse de mim já lançaria outro! hahahaha… Só posso dizer que já tenho um segundo livro pronto, que é a história da Gabi, irmã do Fernando. Não é exatamente uma continuação de Quilômetros de saudade, que foi escrito como livro único e tem final. Mas a Gabriele meio que exigiu de mim que sua história também fosse contada e acabei não resistindo! Sendo assim, se Deus quiser, em breve terei um novo livro lançado.

 

 12) Qual mensagem você gostaria de deixar aos seus fãs e aos futuros escritores da nossa literatura?
Fãs? Nem sei dizer se tenho algum fã. Ok, acho que minha mãe é minha fã sim. hahahaha… Agora sério, a cada um que leu e gostou do meu livro, toda minha gratidão! Juro que quando alguém me diz que curtiu meu trabalho dou pulinhos de alegria e quase morro de tanto amor. Aos futuros escritores: leiam muuuito, de tudo, passando por todos os gêneros; aceitem críticas e entendam que é impossível agradar todo mundo; confiem em seu potencial e coloquem seu coração e sua alma no que está sendo escrito. E, por fim, muita paciência e perseverança sempre!

 

Amei cada pergunta e espero de coração que gostem de conhecer mais um pouquinho sobre mim e meu trabalho! Quem quiser saber mais, dá uma olhadinha no meu site que tem bastante informação: Site

Beijos, com carinho!


E ai, gostaram? Eu amei essa entrevista ♥

Fiquem por dentro das novidades 😉

quilometros de saudadeInstagram – @angelicamspina

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Resenha – Quilômetros de Saudade (Angélica Pina)

quilometros de saudadeLivro: Quilômetros de Saudade
Autor: Angélica Pina
Editora: Giostri
Páginas: 166
Estrelas: 4/5

Sinpose:

“Daniela é uma jovem mineira que, durante uma viagem de férias a Natal, conhece Fernando. Os dois se entendem muito bem e iniciam uma amizade virtual, que não evolui porque, além da distância a separá-los, existe Jorge, o belo e atraente namorado da moça, por quem é apaixonada e que detém sua total lealdade. Fernando passa por um momento delicado após o fim de um relacionamento, por isso mesmo não representou durante a viagem nenhuma ameaça ao namoro de Daniela. Aproximando-se cada vez mais de Fernando, e após sofrer uma decepção com Jorge, Daniela um dia se vê apaixonada pelo amigo, mas sem coragem de se declarar e pensando sempre na questão da distância entre Minas Gerais e o Rio Grande do Norte, que os atrapalharia no caso de desejarem viver algo juntos e foi o estopim para o fim do namoro anterior dele. Até que ponto a distância geográfica realmente impede a plenitude de um sentimento? Uma história sobre amor, decepção, redescoberta da felicidade e sobre como o conceito de distância tem diversos significados.”

Opinião:

Eu gosto de alguns livros de romance e esse é um deles *.*. Muitos livros de romance me incomodam pois não trazem nada novo, é sempre explorado o clichê, a menina que se apaixonada pelo cara mais lindo e bla bla bla. Sério isso me irrita muito, não por não coincidir em nada com a vida real, mas por abordar a fragilidade e necessidade feminina, pra mim, esses livros são feitos apenas para vender e tornar as mulheres mais fantasiosas, entretanto às vezes somos surpreendidos positivamente  o que foi o caso em Quilômetros de Saudade.

Ultimamente ler livros que usam como cenários estados brasileiros me deixam muito feliz, por mais que eu não conheça o lugar é muito mais fácil imaginar, minha mente viaja muito, tornando aquilo que leio muito real, a querida Angélica tem uma narrativa gostosa e leve que contribui para essa viagem, onde podemos estabelecer comparações com épocas de nossa vida, ou algo que planejamos fazer e não fizemos ou até mesmo um sonho que temos.

Vamos conhecer a Dani, o Jorge, o Fê, a Letícia e a Aline, cada um tem seu papel fundamental no desenrolar da “trama” e cada um possuí suas características estabelecidas e bem fixadas durante a narrativa. Estabeleço comparações da personagem principal (Dani) com a vida de muitas amigas minhas e porque não com a minha? Toda mulher, ou pelo menos quase todas as mulheres já conheceram ou namoraram um homem que ela simplesmente idealizava, ou seja, fazia dentro de sua cabeça uma visão maravilhosa de uma pessoa, sem se dar ao trabalho de enxergar como a pessoa é de fato.

Dani, querida Dani, assim que ela nos dá a oportunidade de um diálogo com Jorge já fico com raiva, porque ele ser um idiota, e por ela se comportar de forma tola e apaixonada, mas a narrativa tem suas reviravoltas e nossa amada personagem principal se mostrará Humana, sim, só consigo definir dessa forma, humana.

O livro mostra muito de como nos comportamos quando estamos apaixonadas, ou quando rompemos um namoro, as burradas que fazemos em ambas as situações, é divertido pensar que muito do que já vivi e as histórias que sei de minhas amigas poderiam virar um ótimo livro de romance nas mãos de autoras como a Angélica, que transformam o natural, o cotidiano em um lindo livro de amor. Nos faz sonhar com os pés no chão, pois o romance do livro é possível sim, talvez com mais ou as vezes um pouco menos de dificuldade, mas possível.

Então, leia, divirta-se, lembre-se de momentos de alegria que viveu com suas amigas, ou daquele namoro que hoje você agradece por ter terminado e ter conhecido alguém melhor, leia para suspirar em um romance tão lindo e possível.

Espero que você se encante pelo Fernando, assim como eu me encantei, e deteste com todas as forças do universo o babaca do Jorge (rsrsrs).

Espero que tenham gostado da resenha e sintam vontade de ler esse maravilhoso romance.

Beijinho

Capa quilometros de saudade

Resenha – Vingança Mortal (Raquel Machado)

Vingança Mortal capaLivro: Vingança Mortal
Autor: Raquel Machado
Editora: Clube dos Autores / Amazon
Páginas: 117
Estrelas: 4/5

 

Sinopse:

“Ao receber uma ligação sobre a morte de sua melhor amiga, Brenda volta a sua cidade natal, Lageado Grande. Lá ela vai ao velório de Nicole, onde encontra seu rosto marcado por facas. Uma dúvida surge: será que realmente foi um acidente como todos falam?

Ao volta para casa algumas pistas aparecem, e Brenda fica obstinada a investigar a morte de Nicole. Ela decide então voltar as suas raízes. Porém o tempo parece ter mudado muitas coisas, inclusive as pessoas que ela imaginava conhecer.

Envolvida em uma rede de intrigas, dinheiro, drogas e traição, ela se vê prestes a montar um quebra-cabeça, onde cada peça parece se encaixar com extrema exatidão. “E a solução para esse mistério, pode revelar um segredo escondido há muito tempo.”

Opinião:

Primeiro somos apresentados aos personagens, como sempre amigas inseparáveis falando sobre garotos, típico cenário adolescente, namoro, festa, bebidas, tudo o que conhecemos bem.

A personagem principal, Brenda, nos levará em torno da trama de forma rápida e objetiva, contando apenas os detalhes importantes, até porque o livro é muito curto, e isso é bem triste.

Livros que retratam período escolar podem ser, muito bons, ou um desastre, Vingança Mortal se enquadra como muito bom, o cenário para esse livro é algo extremamente secundário do qual a autora só nos dá uma breve pincelada, pra mim, não faz muita diferença, prefiro muito mais personagens bem estruturados, que é o caso.

Brenda, é a típica garota popular, bonita e atraente, que se apaixona por um cara do mesmo “estilo” que o dela, ultrapassando aquele ambiente adolescente e escolar, eles vivem um romance de verdade e acabam saindo de sua pequena cidade devido a oportunidades profissionais, Alan é muito bem sucedido, entretanto fica cada vez menos com Brenda, e ela possui um restaurante, do qual adora, e pretende em breve abrir uma padaria, para colocar em prática as delicias que aprendeu com sua mãe.

Quando ela recebe a ligação sobre a morte de sua amiga, fica totalmente desnorteada e apreensiva, no próprio velório já começa a perceber que tudo mudou, e de uma maneira ruim, após perceber as marcas de faca no rosto da amiga, se torna claro que ela não conseguirá simplesmente esquecer.

À partir desse momento os fatos acontecem muito rápido, são muito emocionantes, todos os seus amigos mudaram, nenhum se comporta mais de maneira normal, buscar a verdade passa a ser perigoso e doloroso, todos parecem suspeitos e você leitor fica pensando, não faz isso, pelo amor de Deus você não percebe que ele não é boa pessoa? RS

Como uma boa mocinha, Brenda é bem inocente, acredita em quem não deveria acreditar e desacredita em quem deveria acreditar (confuso isso), mas é assim que acontece em filmes de suspense e terror, e no fim das contas é essa a graça, o personagem passar por diversas situações de perigo, em Vingança Mortal está repleto desses momentos de amor e odio pela ingenuidade do personagem.

Enfim…

Como o livro é curto, não quero dar detalhes para não estragar a surpresa e  muito menos dar Spoiler, mas como todo bom suspense, o final é eletrizante.

Amei de paixão a narrativa, simples e envolvente. ♥

Recomendo muitoooo.

Vingança Mortal autografo

Resenha – O Menino da Lista de Schindler (Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leysonn)

o menino da lista de schindler capaLivro: O Menino da Lista de Schindler
Autor: Leon Leyson com Marilyn J. Harran e
Elisabeth B. Leyson
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 253
Estrelas: 5/5

Sinopse:

“ Um pequeno vilarejo, os irmãos, os amigos, as corridas nos campos, os banhos de rio: essa é a verdadeira história de Leon, a história de um mundo despedaçado pela invasão dos nazistas. Quando em 1939 o exército alemão ocupou a Polônia, Leon tinha apenas 10 anos. Logo ele e sua família foram confinados no gueto de Cracóvia junto a milhões de outros judeus. Com pouco de sorte e muita coragem, o menino conseguiu sobreviver ao inferno e foi contratado para trabalhar na fábrica de Oskar Schindler, o famoso empreendedor que conseguiu salvar mais de mil e duzentos judeus dos campos de concentração.”

“Neste testemunho que ficou por tanto tempo inédito, Leon Leyson nos conta sua extraordinária história, na qual, graças à força de um menino, o impossível se tornou possível.”

“O menino da lista de Schindler é um legado de esperança e um chamado para que todos nós nos recordemos daqueles que não tiveram a chance do amanhã.”

Opinião:

Conhecer essa história foi um baque pra mim, por mais que eu saiba que existiu o nazismo, segunda guerra, ditadura e etc eu não vivi nada disso e passei muito longe, então é um fato apenas, do qual fugia muito do meu entendimento.

Quando eu vi sobre o lançamento do livro, quis no primeiro momento e ganhei de aniversário *.* comecei a ler no mesmo dia e não queria mais parar, foi desumano o que aconteceu não apenas com a família do Leon, mas com todas as família judaicas, um dia elas estavam felizes em sua cidade trabalhando, vivendo suas vidas normalmente, no outro as pessoas passaram a apontá-los nas suas, jogar pedras e xingar, como se os judeus de uma hora para outra tivessem amanhecido pessoas ruins de má índole.

Ler sobre o que Leon passou com apenas 10 anos é de desestruturar qualquer um, em muitos momentos da leitura eu me obrigava a parar para respirar e colocar a cabeça no lugar, o livro não apela para o lado emocional querendo te fazer chorar, mas conta sem rodeios o que de fato aconteceu, conta pela visão de Leon o que foi aquela época, o que foi o nazismo para quem viveu na pele.

Apesar de todo sofrimento, que não foi pouco, a sua família ainda teve alguma sorte, pois seu pai tinha bom conhecimento técnico o que lhe permitiu ter emprego durante um bom tempo e isso era nesse momento crucial, a salvação.

Para uma criança de 10 anos ver seus colegas que antes estudavam juntos, brincavam, compartilhavam sua infância, simplesmente lhe virarem as costas era incoerente, nada tinha mudado ele, Leon, continua a mesma criança, por que as pessoas agiam dessa forma? Por que ele não tinha mais o direito de frequentar a escola? O que o diferenciava das outras crianças? Ele apenas nascera em uma família judaica e isso, infelizmente o fez vítima de um sofrimento incalculável.

A descrição dos locais onde foi obrigado a viver, a fome e falta de higiene, apertavam meu coração em cada frase, ele e diversas crianças tiveram sua infância roubada e foram obrigadas a trabalhar como adultos, fazer trabalho braçal com apenas 1 refeição por dia, que na verdade era uma sopa com apenas um cheiro de legumes, pois quando se encontrava alguma misero pedaço de batata era de se dar por satisfeito. Dormir com fome, acordar cedo, levar chicotada no frio, sem roupa e ainda ter que contá-las sem perder a conta, é claro, para não ter que recomeçar, ufa!

Não consigo organizar minhas ideias, pois escrever essa resenha me faz relembrar a leitura, e as cenas horrorosas que são descritas me deixam estarrecida.

São muitos momentos de dor, fome, desespero, mas também esperança, coragem e sorte. Leon era uma criança corajosa que enfrentava os problemas, passou por situações quase que impossíveis para adultos e sobreviveu, lutou por sua vida, muitas vezes tendo que se mostrar corajoso e ir atrás da sorte pra si.

No caminho de sua família e de outras milhares, surgiu Oscar Schindler que era nazista, pois era isso que tinha que passar ao governo, mas foi diferentes de todos eles, Leon descreveu Schindler como um homem bondoso, que usava seu dinheiro para subornar  e agradar oficiais, era persuasivo e isso foi em vários momentos a sorte de judeus salvos, dentro do seu possível que era muito, fez o que pode para proporcionar 1 gota de esperança para essas pessoas e ele conseguiu, aproximadamente 1200 judeus foram salvos, e um deles foi o menino Leon, que posteriormente virou professor e repassou ao mundo sua fantástica história de vida.

“Por isso, nem mesmo o mais assustador dos contos de fadas poderia ter me preparado para as monstruosidades com as quais me depararia poucos anos mais tarde, para todas as vezes em que eu escaparia à morte por um triz ou para o herói disfarçado de monstro que salvaria a minha vida.”

“ Por mais impossível que parecesse, tínhamos sobrevivido. Por milagre, Oskar Schindler, aquele homem complexo, repleto de contradições – nazista e oportunista, conspirador, corajoso, revolucionário, salvador, herói -, tinha salvado quase mil e duzentos judeus da morte certa.”

Espero que gostem da resenha.

Beijinho