Resenha – legend

legend capaLivro: Legend
Autor: Marie Lu
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 255
Estrelas: 4/5
Maratona Literária de Inverno: 
Comece ou Termine uma Trilogia + Semana 1 (Distopias)

Sinopse:

O que antes for a o Oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação perpetuamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos distritos mais ricos da República, a adolescente de quinze anos June, é um prodígio prometida ao sucesso no mais alto círculo militar do país. Nascido nas favelas, o adolescente Day é o criminoso mais desejado do país. Mas sua motivação pode não ser tão maliciosa quanto parece. De mundos muito diferentes, June e Day jamais cruzariam o caminho do outro, até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Presos em um jogo de gato e rato, Day está correndo para salvar a vida de sua família, enquanto June deseja vingar a morte de Matias. Mas em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu, e até onde seu país está disposto a ir para guardar seus segredos.

Resenha:

Escrever sobre um tema tão gasto e comum hoje em dia, é de alguma forma um desafio, claro que, apenas se você deseja inovar sem tirar as características principais.

A autora Marie Lu conseguiu dentro de um universo em tamanha ascensão criar algo simples e inovador, Legend não foge dos cenários distópicos que estamos acostumados, são pessoas comandadas por um governo opressor que detém toda a informação, dessa forma o poder não se dissipa entre as pessoas, é mantido apenas pelo alto escalão do governo, onde a forma de opressão e manipulação da sociedade são descritas de maneira sucinta e espetacular.

Livros narrados em primeira pessoa têm meu amor e carinho especial, pois enquanto eu leio consigo estabelecer relações com esses narrados, e os sentimentos são todos muito intensos de forma que a leitura se torna única.

Legend é narrado por Day, um garoto pobre que não atingiu a pontuação exigida pela República e por isso seria destinado a trabalhar para o governo, mas por algum motivo ele é tido como morto sem estar, e acumula pequenos delitos que enlouquecem os agentes da República que nunca conseguem captura-lo. Day, é um garoto de apenas 15 anos, mas com maturidade de adulto, enxerga as coisas como elas são, não faz rodeios para falar ou demonstrar o que precisa e em meio a tanto sofrimento que ele já passou e continua a passar, o único motivo que o mantém nisso é sua família. Personagem encantador seja nos momentos em que ele narra a história ou não, é impossível não gostar desse “vilão” – mocinho, a todo momento são cenas de ação que ele vive, misturadas com um bom toque analítico dos locais e pessoas, ou seja, existem motivos explicáveis para as coisas que ele faz, ele não é simplesmente procurado e ponto, tudo se encaixa de forma perfeita.

Em paralelo temos também a June, narrando a parte rica da narrativa, onde ela atingiu a pontuação máxima na prova, tem um irmão militar que trabalha na República e está o tempo todo aprontando na faculdade, sempre causando problemas que para mim, eram apenas uma forma de chamar atenção, necessidade de carinho e afeto, devido a certas circunstâncias pela qual passou.

June, é uma personagem intrigante, forte e astuta, ao mesmo tempo rebelde e faz apenas as coisas do seu jeito, uma adolescente convicta.

Entre as distopias que li essa é a que segue de forma mais intacta a maneira de vida que temos e que possui a maior critica social, o tempo todo somos jogados contra reflexões do mundo atual onde vivemos o que nos faz pensar sobre como podemos ser marionetes de quem tem o poder na mão.

Sem dúvida alguma, uma das melhores distopias que li, quero muito ler os próximos livros e espero que mantenham a linha do primeiro.

Sobre a Edição:

 Trabalho lindo da Rocco, a diagramação é muito linda, o tamanho do livro é bem adequado, fora o trabalho acinzentado em todas as folhas que passam uma ideia de desgaste, tudo complementado com a capa que combina texturas, é perfeita essa edição, para melhorar apenas se fosse capa dura.

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4 comentários sobre “Resenha – legend

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