Resenha – O Menino da Lista de Schindler (Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leysonn)

o menino da lista de schindler capaLivro: O Menino da Lista de Schindler
Autor: Leon Leyson com Marilyn J. Harran e
Elisabeth B. Leyson
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 253
Estrelas: 5/5

Sinopse:

“ Um pequeno vilarejo, os irmãos, os amigos, as corridas nos campos, os banhos de rio: essa é a verdadeira história de Leon, a história de um mundo despedaçado pela invasão dos nazistas. Quando em 1939 o exército alemão ocupou a Polônia, Leon tinha apenas 10 anos. Logo ele e sua família foram confinados no gueto de Cracóvia junto a milhões de outros judeus. Com pouco de sorte e muita coragem, o menino conseguiu sobreviver ao inferno e foi contratado para trabalhar na fábrica de Oskar Schindler, o famoso empreendedor que conseguiu salvar mais de mil e duzentos judeus dos campos de concentração.”

“Neste testemunho que ficou por tanto tempo inédito, Leon Leyson nos conta sua extraordinária história, na qual, graças à força de um menino, o impossível se tornou possível.”

“O menino da lista de Schindler é um legado de esperança e um chamado para que todos nós nos recordemos daqueles que não tiveram a chance do amanhã.”

Opinião:

Conhecer essa história foi um baque pra mim, por mais que eu saiba que existiu o nazismo, segunda guerra, ditadura e etc eu não vivi nada disso e passei muito longe, então é um fato apenas, do qual fugia muito do meu entendimento.

Quando eu vi sobre o lançamento do livro, quis no primeiro momento e ganhei de aniversário *.* comecei a ler no mesmo dia e não queria mais parar, foi desumano o que aconteceu não apenas com a família do Leon, mas com todas as família judaicas, um dia elas estavam felizes em sua cidade trabalhando, vivendo suas vidas normalmente, no outro as pessoas passaram a apontá-los nas suas, jogar pedras e xingar, como se os judeus de uma hora para outra tivessem amanhecido pessoas ruins de má índole.

Ler sobre o que Leon passou com apenas 10 anos é de desestruturar qualquer um, em muitos momentos da leitura eu me obrigava a parar para respirar e colocar a cabeça no lugar, o livro não apela para o lado emocional querendo te fazer chorar, mas conta sem rodeios o que de fato aconteceu, conta pela visão de Leon o que foi aquela época, o que foi o nazismo para quem viveu na pele.

Apesar de todo sofrimento, que não foi pouco, a sua família ainda teve alguma sorte, pois seu pai tinha bom conhecimento técnico o que lhe permitiu ter emprego durante um bom tempo e isso era nesse momento crucial, a salvação.

Para uma criança de 10 anos ver seus colegas que antes estudavam juntos, brincavam, compartilhavam sua infância, simplesmente lhe virarem as costas era incoerente, nada tinha mudado ele, Leon, continua a mesma criança, por que as pessoas agiam dessa forma? Por que ele não tinha mais o direito de frequentar a escola? O que o diferenciava das outras crianças? Ele apenas nascera em uma família judaica e isso, infelizmente o fez vítima de um sofrimento incalculável.

A descrição dos locais onde foi obrigado a viver, a fome e falta de higiene, apertavam meu coração em cada frase, ele e diversas crianças tiveram sua infância roubada e foram obrigadas a trabalhar como adultos, fazer trabalho braçal com apenas 1 refeição por dia, que na verdade era uma sopa com apenas um cheiro de legumes, pois quando se encontrava alguma misero pedaço de batata era de se dar por satisfeito. Dormir com fome, acordar cedo, levar chicotada no frio, sem roupa e ainda ter que contá-las sem perder a conta, é claro, para não ter que recomeçar, ufa!

Não consigo organizar minhas ideias, pois escrever essa resenha me faz relembrar a leitura, e as cenas horrorosas que são descritas me deixam estarrecida.

São muitos momentos de dor, fome, desespero, mas também esperança, coragem e sorte. Leon era uma criança corajosa que enfrentava os problemas, passou por situações quase que impossíveis para adultos e sobreviveu, lutou por sua vida, muitas vezes tendo que se mostrar corajoso e ir atrás da sorte pra si.

No caminho de sua família e de outras milhares, surgiu Oscar Schindler que era nazista, pois era isso que tinha que passar ao governo, mas foi diferentes de todos eles, Leon descreveu Schindler como um homem bondoso, que usava seu dinheiro para subornar  e agradar oficiais, era persuasivo e isso foi em vários momentos a sorte de judeus salvos, dentro do seu possível que era muito, fez o que pode para proporcionar 1 gota de esperança para essas pessoas e ele conseguiu, aproximadamente 1200 judeus foram salvos, e um deles foi o menino Leon, que posteriormente virou professor e repassou ao mundo sua fantástica história de vida.

“Por isso, nem mesmo o mais assustador dos contos de fadas poderia ter me preparado para as monstruosidades com as quais me depararia poucos anos mais tarde, para todas as vezes em que eu escaparia à morte por um triz ou para o herói disfarçado de monstro que salvaria a minha vida.”

“ Por mais impossível que parecesse, tínhamos sobrevivido. Por milagre, Oskar Schindler, aquele homem complexo, repleto de contradições – nazista e oportunista, conspirador, corajoso, revolucionário, salvador, herói -, tinha salvado quase mil e duzentos judeus da morte certa.”

Espero que gostem da resenha.

Beijinho

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3 comentários sobre “Resenha – O Menino da Lista de Schindler (Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leysonn)

  1. Desde que vi o lançamento deste livro me deu muita vontade de lê – lo, gosto muito de ler histórias sobre a época nazista, mas não tive oportunidade ainda, depois de ler sua opinião, com certeza será um dos próximos livros que irei comprar, ansiosa pra ler.

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